Venda de casas em Lisboa bateu recorde histórico em 2018

Há gruas por todo o lado, mas a oferta ainda não chega. A venda de casas em Portugal continua em alta e terá batido um recorde com 11 anos em 2018. Segundo a análise da CBRE à evolução do mercado imobiliário português em 2018, a venda de casas aumentou 20%, o que significa que foram vendidos cerca de 185 mil imóveis.

Uma análise que bate certo com a da APEMIP. Só em Lisboa foram vendidas 15 mil casas em 12 meses, um novo máximo histórico. No entanto, os dados da capital “não refletem a realidade do mercado, principalmente a dinâmica do mercado doméstico”, avisam os especialistas da CBRE.

Na conferência de apresentação das tendências do mercado para 2018 e 2019, os responsáveis explicaram que o recorde de vendas foi superado, mas cerca de 50% das transações “não se destinaram a satisfazer a procura doméstica nacional”.

 

Os números finais incluem as casas vendidas a promotores, que as vão reabilitar para colocar mais tarde no mercado, e incluem também as casas compradas para alojamento local e os imóveis adquiridos por estrangeiros. Ainda assim, a CBRE estima que “2019 vai ser um grande ano para a habitação”, apesar de ser expectável que continue a ser marcado pela falta de oferta. “Há procura e espaço para crescer.

A oferta tem vindo a aumentar e em 2018 já se notou um acréscimo das casas construídas e colocadas para venda, aumento esse que vai ser mais significativo em 2019”, sublinhou Cristina Arouca, Head of Reserach da CBRE.

Em 2018 foram colocadas à venda 800 casas novas em Lisboa, sendo que 93% do produto disponível já foi vendido. Para 2019, estima-se que serão colocadas à venda 1500 casas, mas 91% já foram vendidas, ainda em planta. “Continuamos com uma acentuada falta de casas para o mercado doméstico devido ao preço”, concluiu Cristina Arouca.

No que toca a preços, a CBRE prevê que em 2019 os preços médios da habitação baixem ligeiramente, à exceção do segmento prime, que continuará em alta. Com mais oferta, os preços das casas novas deverão cair entre 5% a 10% e os valores das casas usadas deverão baixar 2% a 5%. Os especialistas da CBRE antecipam que o mercado imobiliário em Portugal tem “10 a 15 bons anos pela frente”.

Fonte: Dinheiro Vivo

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